Em uma palestra floral que fui, o orador disse o seguinte "quando você vai a praia tem areia em tudo depois, no sapato, na bolsa, na casa, em cada canto" isso me lembrou de como criar é para mim. Em um momento tão caótico quanto a transição de carreira, percebo o quanto criar está presente em mim como ser, em cada canto da minha casa, da minha vida.
Mesmo em áreas diferentes, sempre tento inovar coisas diferentes do comum. Seja flores ou design, talvez o que busque de qualquer forma é uma tentativa de deixar o mundo mais colorido e diferente.
Criar é uma qualidade gigante, mas um defeito também no fim das contas: nem tudo sai como queremos e isso me frustra ao não ver minhas criações como organizo e os trilhos vão mudando de direção, esse é um fardo que vou sempre carregar de nunca ter o mundo na minha palma da mão, já que a previsibilidade torna tudo chato.
Ainda assim, mesmo com essa paixão gigante devo aprender que nem tudo vem rápido. É algo que já tento me ensinar faz anos, mas o imediatismo me corroí tanto a ponto de esquecer quem sou e qual é de fato meu propósito no mundo.
Certa vez eu disse que se eu não fosse designer, não me imaginaria como nada no mundo. Hoje vejo que não é a profissão em si, mas como ela me faz sentir: ver ideias consolidadas, criações prontas, pessoas felizes com minha prática. Eu achava que a resposta estava na profissão, mas hoje percebo que eu me daria bem em várias, desde que consiga colocar esses desejos que estão dentro do meu coração em prática.

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