16/12/2017

Foi Ai Que Decidi Pegar Um Ônibus

  Em um improvável dia bom (diga-se de passagem quinta-feira chuvosa) me deparei ali   com um dilema de ter que esperar algumas horas para finalmente voltar pra casa. Diante as 4 horas que ficaria no tédio, pensamentos vão e pensamentos vem, decidi que pegaria um ônibus. 



 Sabe, por mais comum que seja, eu nunca animei. Apenas por me imaginar rondando uma cidade provavelmente sozinha me espanta. Mas estava tão impaciente que surgiu-me a hipótese de tentar.
 "Então é só isso que tenho que fazer? Ir para aquele lugar ali e esperar um ônibus qualquer parar que vai para um terminal, achar o do meu bairro e ir?" disse, desacreditando que era mais fácil do que imaginei. "Exato" minha mãe disse, junto a um risinho pelo canto da boca. 
 "Ok então, beijo!" disse indo em direção a porta. Peguei alguns vestígios de chuviscos e finalmente cheguei no ponto que ela tinha me avisado. Passando-se uns 20 minutos e passaram alguns ônibus, mas nenhum parou. Me peguei questionando porquê, mas acabei me conformando de que aquilo era o certo.
 Finalmente apareceu um, mas era completamente diferente dos outros. Era azul e parecia maior. "Isso não está certo" pensei. Vi pessoas juntando-se em uma longa fila e o processo era simplesmente entregar o dinheiro e girar a roleta, sucessivamente.
  Preocupada diante a situação, virei para uma senhora na minha frente e perguntei: "Esse daqui está indo para o terminal?" "Esse? Esse não, está indo pra uma cidade vizinha" e riu, cassoando da minha cara. Olhei a placa do ônibus e lá estava o nome de uma cidade que ficava uns 50 quilômetros dali.
  "Ai meu deus, e agora? O que eu faço? Esse ponto não tá funcionando, pra onde eu vou?" Lembrei-me que havia um ponto que ficava uns 700 metros ali. 
  Cheguei, e lá estava eu. Bem naquele momento o sol se abriu de uma maneira inacreditável, indo em minha direção enquanto me queimava com aquela legging preta. Isso porquê nos 3 minutos antecedentes estava morrendo de frio. 
 Uma moça chegou e esperou ali, junto comigo. As vezes nos olhavamos e eu entrava em um dilema se falava alguma coisa ou não. Passaram-se 10 minutos e acabei decidindo perguntar, já que meu "status" até aquele momento não estava bom. "Sabe quando o ônibus chega?" "Sei, lá pelas 16:30" olhei no relógio, 16:10. Ótimo.
 Contei pra ela a maneira que fui parar ali e ela me explicou detalhadamente o que minha mãe tinha me dito algumas horas antes. Da maneira que explicou eu entendi melhor e me situei.
 Ouvi um barulho de motor, olhei para frente e lá estava ele chegando. Subi as escadas, paguei, escolhi um banco aleatório e fiquei olhando o céu. Tinha voltado a chuviscar.
 Desci no terminal e após uns 10 minutos o ônibus certo tinha chegado. "É esse o ônibus certo, moça?" Uma senhorinha me perguntou, que parecia mais perdida do que eu sobre qual ônibus entrar. "Eu acho que sim" respondi meio indecisa.
 Foi o mesmo processo, entrei, escolhi um banco aleatório e enquanto observava os chuviscos me perdi nos meus devaneios sobre a aventura que tinha vivido hoje. A minha primeira ida de ônibus tinha sido bem mais do que imaginava.


Sim, tudo isso aconteceu mesmo! Hahah

Escrevi ouvindo: Hold On - Remix, Black Butterflies and Dèjá Vu - The Maine

4 comentários:

  1. �� Ri muito com sua história, mds, que loucura!

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  2. Eu sempre ando de ônibus e sempre passo a mesma vergonha kkkk

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    Respostas
    1. 😂 se não for pra pagar vergonha a gente nem vai hahah! Beijão Carla!

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